A Multitonalidade como recurso compositivo: de Béla Bartók a hoje

A Multitonalidade como recurso compositivo: de Béla Bartók a hoje

Neste post, quero falar de um tipo de movimento harmônico que nos permite criar multitonalidade. O que significa multitonalidade? Isso se dá quando, em uma sequência harmônica, temos mais de um centro tonal. Nesse caso, podemos falar, também, de tonalidade flutuante.

No específico, quero falar de um sistema por terças menores, algo que teve o seu início na música culta europeia, quando, na segunda metade de 1800, os compositores buscavam meios para fugir à centralidade da tônica. Vejamos o vídeo em que mostro isso:

 

A figura a seguir mostra o sistema por terças apresentado no vídeo e suas transposições:

 

Você quer conhecer alguns exemplos de aplicação desse raciocínio em músicas populares? É o que irei mostrar na próxima publicação.

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Turi Collura é pianista, compositor, músico profissional. Atua como professor em Cursos de Pós-Graduação, em Conservatórios e Festivais de música pelo Brasil e no exterior.Formado na Itália em Disciplinas da Música (Bolonha) e na Escola de Jazz (Milão), é Mestre pela UFES, e Pós-graduado pela mesma Instituição.Turi é Coordenador Pedagógico do Terra da Música e Professor de alguns cursos online. É autor de métodos em livros e DVD (Improvisação, Piano Bossa Nova, Rítmica e Levadas Brasileiras para Piano), alguns dos quais publicados pela Editora Irmãos Vitale e com tradução em inglês.Ativo na cena musical como solista, músico de estúdio e arranjador, tem participado da gravação/produção de diversos discos. Em 2012, seu CD autoral “Interferências” ganhou uma versão japonesa. Seu segundo CD faz uma releitura moderna de algumas composições do sambista Noel Rosa.

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