Beatles ou inteligência musical artificial?

Beatles ou inteligência musical artificial?

Inteligência musical artificial: algo explorado por grandes companhias como Google e Sony. Novos projetos criam máquinas que compõem. Assustados ou excitados com essas possibilidades?

A música que você acabou de ouvir é chamada “Daddy’s Car”. Em circunstâncias normais, ao ouvi-la, você provavelmente pensaria que se trata de um “sucesso genérico”, uma cópia dos Beatles.

A questão é que “Daddy’s Car” foi escrita em condições inusitadas. Ela foi criada por um software produzido pela Sony chamado Flow Machines, que aproveitou sua vasta rede neural para compor uma melodia “no estilo Beatles”, sucessivamente finalizada por um músico francês chamado Benoît Carré. Mesmo que você ache que a música não seja nada original, “Daddy’s Car” é uma das músicas mais notáveis já escritas por um computador.

Hoje em dia, as máquinas estão escrevendo mais e mais músicas, não por inspiração de uma musa, não olhando pela janela em um dia chuvoso. Como tudo que as máquinas fazem, elas estão fazendo música da forma que nós estamos pedindo. Empresas estão investindo milhões de dólares nesse complicado ventriloquismo.

O projeto Flow Machine é financiado por uma doação de 2,5 milhões de dólares do Conselho Europeu de Pesquisa.

Desde que a voz humana atravessou fios telefônicos, queremos sempre mais da tecnologia. Desejamos androides que nos falem e que cantem por nós. Até agora, porém, eles executam nossas ordens: “abaixe a luz do quarto, por favor”, ou “me leve até o destino tal”. O próximo passo será o de conferir-lhes uma voz criativa. Mas até lá, o caminho é longo, pois a matemática não capturou, ainda, a voz da inspiração.

Enquanto isso, podemos aproveitar os softwares para o ensino musical que interagem com o aluno, uma ótima ferramenta de auxílio à aprendizagem musical humana!

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Esse artigo foi extraído e traduzido do original “Do Androids Dream of Electric Guitars? Exploring the Future of Musical A.I.” publicado no site Pitchfork.com.

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